segunda-feira, 26 de abril de 2010

Tudo novo, mas quase igual.

n˚ 68

Mudei, mas não como quando abandonei o meu amado Lemon Drops.
Só mudei porque eu passei a odiar o blogspot.
Os pensamentos estão aqui: Pensamentos Traduzidos

terça-feira, 20 de abril de 2010

Mas não é.

n˚ 67

Meu coração pode parecer feito de pedra. Mas não é.
Sinto cada batida, as vezes nem percebo-a, as vezes, dói.
Pode parecer que eu não ligo para nada. Mas não é assim.
Sou sentimental, sinto tudo com uma intensidade imensa.
Pode parecer que eu não vejo nada. Mas eu vejo.
Estou atenta a tudo ao meu redor, mesmo que silenciosamente.
Pode parecer que eu não falo nada, não acho nada. Mas não.
Falo com olhares, sorrisos, suspiros.
Pode parecer que eu sou forte, que a força que eu tenho em mim seja gigante. Mas, infelizmente, não.
Descobri que a fragilidade é meu nome do meio, que a força aparente é mera ilusão.
Pode parecer que eu sou corajosa demais. Não.
Morro de medo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Do meu diário.

n˚ 65

21/05/2009

Estou feliz. Sorrindo a toa, suspirando sem motivos.
Estou andando pelas ruas, sem pensar no caminho, com o pensamento longe, muito longe.
Estou ficando meio boba, meio idiota.
Puta que pariu. Estou apaixonada.

segunda-feira, 29 de março de 2010

29.03.2010

n˚ 64

Vento. Chuva. Frio.
Xarope. Pílulas coloridas. Chá quente.
Tragos forçados. Tosse. Cansaço.
Amor. Saudade. Carência.
Preguiça. Sono. Vontades.
Tédio. Sonhos. Preocupação.
Sorrisos. Risadas. Silêncio.
Música. Diálogos. Pensamentos.
Trovão. Escuridão. Leituras.
Cobertor. Colchão. Travesseiros.

terça-feira, 23 de março de 2010

Assustadoramente real [2].

n˚ 63

Pedi sonho e veio o pior, dos piores dos pesadelos.
Eu acordava e, quando dormia novamente, voltava para aquele lugar escuro, na minha mente, onde tudo o que vejo é o horror.
Chega, por favor...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Assustadoramente real.

n˚ 62

Eu sei que foi um pesadelo, pois quando abri os olhos, estava deitada na minha cama.
No quarto escuro, com o despertador gritando, desejando-me bom dia. Respirei, aliviada. Aquela cena, tão real, não me saia da mente. E não saiu o dia inteiro.
Insistia em voltar, nos momentos em que eu olhava para o nada e suspirava. Fechava os olhos, como se isso fosse sair do meu campo de visão. Respirava fundo e pedia para que fosse embora.
Não foi, não. Voltou de vez em quando, o dia inteiro.
Me tirou a fome, a vontade de fazer tudo. Me obriguei a ocupar a mente, fingindo que nada tinha acontecido (e não aconteceu).
Enquanto o macarrão mergulhava em águas borbulhantes, pedi em um sussurro, tão baixo que nem eu ouvi, para aquela cena deixar minha vida.
Peço agora que, com mais uma noite de sono, venha um sonho. Um sonho para apagar de vez o pesadelo. Apagar o aperto no coração, o medo, a raiva.
Peço que venha um sonho, tão belo quanto uma história de amor, para acalmar esse turbilhão de sentimentos, que nem deveriam estar aqui.
Afinal, foi só um pesadelo.
Assustadoramente real.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Carolina.

n˚ 61

Por Chico Buarque.

Carolina
Nos seus olhos fundos
Guarda tanta dor
A dor de todo esse mundo
Eu já lhe expliquei que não vai dar
Seu pranto não vai nada mudar
Eu já convidei para dançar
É hora, já sei, de aproveitar
Lá fora, amor
Uma rosa nasceu
Todo mundo sambou
Uma estrela caiu
Eu bem que mostrei sorrindo
Pela janela, ói que lindo
Mas Carolina não viu.

Carolina
Nos seus olhos tristes
Guarda tanto amor
O amor que já não existe
Eu bem que avisei, vai acabar
De tudo lhe dei para aceitar
Mil versos cantei pra lhe agradar
Agora não sei como explicar
Lá fora, amor
Uma rosa morreu
Uma festa acabou
Nosso barco partiu
Eu bem que mostrei a ela
O tempo passou na janela
Só Carolina não viu.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Te dou meu espaço.

n˚ 60

Hoje quem vai traduzir um pensamento é você. Pensamento que está no meio de uma das cartas que você me deu.
Seu pensamento traduz um pensamento meu. Um sentimento.
Pode falar, pai...

"05/10/2008
De Nova York, com amor.

(...) Ontem (...) quando estive na joalheria Tiffany & Co., na Quinta Avenida, senti uma forte emoção e queria partilhar apenas com você, ninguém mais, pois você sabe o que essa joalheria, suas vitrines e calçadas significam para nós e nossos sentimentos. (...)"

Sei sim, pai.
E, quando estiver no mesmo lugar em que você esteve, sentirei o mesmo, com uma saudade latejando no meu peito.
Pensando que você está ao meu lado, realizando aquele nosso plano de ver o sol nascer, tomando café, na frente dessa mesma joalheria.
Cantarolando "Moon River" para você ouvir, de onde estiver.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Olha lá.

n˚ 59

Olha lá,
o tempo passou correndo,
a chuva caiu e secou,
o vento bateu e voou.
Olha lá,
os pés descalços já têm salto alto,
a boneca foi trocada por batom,
o perfume doce dá o tom.
Olha lá,
ontem ela mal dava os primeiros passos,
hoje corre para alcançar os sonhos,
antes que seja tarde demais.
Olha lá,
olha rápido,
amanhã pode não ser mais.